Não vá embora brilho deslumbrante ou ficarei completamente infeliz.
Caída sobre meus próprios pés, no meio da rua aos gritos.
Devolva o sol da minha manhã e tome de volta sua lua triste.
Cá está meu coração, embrulhado em pano de seda, dou-lhe em troca do que quero!
No quintal dos fundos há uma rosa, mas ela está triste, suas pétalas secando, a terra está podre lhe tirando a vida.
No meu telhado há uma porção de borboletas mortas, na varanda as folhas secas se acumulam.
Chove tanto que as cortinas não secam de jeito nenhum, respingam no assoalho estragando a minha sala.
Meu quarto está escuro e abafado, meus lençóis furados, o café está tão amargo que nem mesmo o gato quis toma-lo!
Gato idiota!
Também não o quero então!
Melhor me deitar e dormir, antes que comece a nevar!

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